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O que é startup: Conheça o ciclo de vida e como funciona!

o que é startup

O que é startup? Essa é uma pergunta crescente nos dias de hoje que temos um grande incentivo ao empreendedorismo por todos os lados. Entretanto não são todas novas empresas que se encaixam no conceito de startup. 

Então o que é startup?

Não há uma definição correta, mas eu gosto de interpretar, de maneira resumida, que é uma empresa de base tecnológica que atua de maneira ágil e dinâmica cujo crescimento de receita é exponencial e o crescimento de despesas é linear. 

Para desvendar ainda mais sobre o que é startup descrevo abaixo o ciclo de vida e quais são os aspectos jurídicos recomendados para cada momento.

Ideação

A fase de ideação é aquele momento em que o empreendedor identifica uma potencial oportunidade diante de um problema ou possível melhoria.

Ainda é preciso maturar a ideia e trabalhar nos primeiros conceitos do modelo de negócio. Após ter os rascunhos iniciais, é comum partir para validação dessa hipótese construída. É o que chamamos de MVP (produto mínimo viável), que será testado e validado com o suposto público/clientes, portanto não tenha medo de ouvir e contar sua ideia. O importante é receber feedback e críticas que contribuem para a validação (leia mais sobre termo de confidencialidade neste artigo).

Nessa etapa, ainda é cedo em pensar em consultoria jurídica, mas não quer dizer que não seja importante. Normalmente é recomendado que o modelo de negócio ou a solução seja validada sob aspecto jurídico, ou seja, se tratar de uma startup que atue em algum ambiente regulado, será preciso que o modelo de negócio não desrespeita a legislação ou mesmo que seja moldado conforme permitido. 

É o caso de algumas startups que atuam no setor de saúde, financeiro, energia renovável, transporte e logística, etc. 

Outro aspecto importante é a assinatura de um Memorando de Entendimentos entre os futuros sócios. É um documento recomendado para startups com mais de um founder cuja finalidade é definir as regras do jogo enquanto a ideia ainda é um projeto e como será transformado esse projeto em startup (leia mais neste artigo)

Operação

Superada a fase de ideação com um potencial produto que desperte interesses em determinado público, é comum caminhar para a fase de operações.

Essa etapa é o momento em que a startup é constituída formalmente, devendo escolher o modelo societário e tributário (leia mais neste artigo) para iniciar os negócios.

Além disso, também é comum transformar aquele Memorando de Entendimentos no Contrato Social e do Acordo de Sócios. O Contrato Social é a certidão de nascimento da startup, pois é o documento que ficará publicamente registrado na junta comercial do estado. O Acordo de sócios é um documento particular dos sócios que tratará mais sobre temas delicados da startup (leia mais neste artigo).

É recomendado neste momento dedicar atenção aos Termos de Uso e Política de Privacidade do software, plataforma, aplicativo que sua solução utilize. Esse são documentos importantes de existirem para definir usabilidade e responsabilidades do uso do software. Ainda mais hoje em dia que temos a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) para entrar em vigor e todas as exigências relacionadas à privacidade do usuário.

Pensando que a startup iniciará relacionamento com outras empresas, é comum elaborar os primeiros contratos de serviços, venda, licença de uso do software, etc que vão estabelecer a relação da startup com o cliente. 

Podem surgir demandas de clientes diretos ou projetos pilotos com grandes corporações (provas de conceito – PoC). Toda essa relação é importante ter um documento que trata das regras, pois podem acontecer grandes problemas se não tiver bem definida essa relação.

Por fim, é igualmente importante é o registro da marca (leia sobre marca neste artigo) criada pela startup. Claramente, é preciso ter feito uma pesquisa prévia no INPI para saber se há disponibilidade de uso daquela marca e por consequência, fazer o pedido de registro para que ninguém possa copiar ou utilizar marcas que confundam com a sua. É importante ser uma marca original que marque presença.

Tração

Com a operação da startup iniciada e rodando com alguns clientes, chega o momento de trabalhar em métricas para começar a escalar a receita.

Nessa etapa é o momento em que o empreendedor procura o apoio financeiro de terceiros. Desde FFF (family, friends and fools) famosa sigla para família, amigos e “loucos” – podemos dizer.

Claro que esse investimento é algo bem pequeno que muitas vezes serve como um empurrão inicial. O negócio começa a ficar sério quando o empreendedor mira contato com investidores profissionais.

A fase de tração é comum buscar por investimentos early stage, ou seja, crowdfunding (investimento coletivo via plataformas reguladas pela CVM), investimento anjo (ou sindicato de anjo) ou até Seed Capital (realizado por fundos de Venture Capital de menor porte) a depender do tamanho do cheque que pretende levantar.

No Brasil, investidores early stage tem o costume de usar o Contrato de Mútuo Conversível (ou algum título de dívida conversível) para instrumentalizar o investimento nas startups. 

Recebido o investimento, agora é partir para o crescimento escalável sem freio!

O que é Startup ? Opa, Scale Up

Crescimento de receita exponencial e despesas linear poderia resumir o auge do modelo de startups e traduzir o que brilha os olhos de todo investidor.

Embora não tenha uma definição correta e exata, o termo Scale Up é a tradução desse auge. 

O professor do Insper, Guilherme Fowler trouxe objetividade para o conceito de Scale Up, classificando como “empresas que sustentam um rápido crescimento por um longo período de tempo e de forma escalonada.” Afirma que seriam empresas com mais de 10 funcionários e com crescimento médio de 20% ao ano por pelo menos 3 anos seguidos.

A conceituação e mais curiosidades sobre Scale Ups é possível encontrar no material elaborado pela Endeavor (ler matéria completa aqui).

Voltando para o tema, nessa etapa as startups estão mirando enorme crescimento e para atingir seu objetivo serão precisos diversos passos, tornando toda operação mais complexa e consequentemente exigindo maior presença e atenção dos aspectos jurídicos.

Primeiro tema que destaco é o investimento que será captado de fundo de Venture Capital. Rodadas de Venture Capital costumam levar os nomes de Series A, Series B, Series C e assim por diante.

Existem diversos fundos dessa natureza que atuam em âmbito internacional e costumam se posicionar em cada rodada. É extremamente comum que mais de um fundo de investimento participe da mesma rodada de investimento daquela startup.

Os investimentos neste momento são realizados diretamente nas startups, exigindo a transformação em sociedade anônima. 

Além disso, é possível que seja exigido a instituição de um Plano de Stock Option ou um Stock Option Pool. Falaremos adiante sobre o assunto.

Por fim, é comum o fundo de investimento exigir assento em órgãos da administração da startup.

Quando pensamos em sociedade anônima, naturalmente vem em mente a seguinte estrutura de órgãos societários: assembléia de acionistas, conselho de administração, diretoria, conselho fiscal, conselhos consultivos e eventualmente comitês, sem falar em robusto Acordo de Acionistas.

Muito bem. Uma vez feito todo onboarding do Venture Capital e com o dinheiro em caixa, a startup agora precisa entregar crescimento de receita insano de 3 vezes ao ano, por exemplo.

E qual seria o sonho comum dos empreendedores e dos fundos de venture capital? O tão famoso e esperado “exit”! Traduzindo: a venda das suas ações com valores astronômicos que representam 3x, 5x, 10x, 20x o capital aportado, ou seja, vários milhões de dólares.

Então, quais seriam as formas que esses fundadores e investidores poderiam realizar o sonho do exit?

A saída não tem outra maneira senão venda as ações. O que muda é o contexto da venda e para quem. São as famosas siglas M&A (Merges and Acquisitions) ou Fusões e Aquisições ou IPO (abertura de Capital na Bolsa de Valores)

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